Presidente da CPMI do INSS afirma que a morte encefálica de Luiz Phillipi Mourão após tentativa de suicídio dentro da sede da Polícia Federal em Belo Horizonte exige esclarecimentos; “A sociedade tem que ter clareza do que aconteceu dentro da sede da PF e nós vamos oficiar”, declara Viana
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, manifestou suspeita de “queima de arquivo” na morte encefálica de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” e apontado pela Polícia Federal como coordenador do grupo “A Turma” ligado a Daniel Vorcaro (ex-dono do Banco Master).
Mourão, preso preventivamente na terceira fase da Operação Compliance Zero, tentou se enforcar com a própria camiseta dentro da Superintendência Regional da PF em Belo Horizonte na noite de 4 de março de 2026. Após socorro imediato, foi levado ao Hospital João XXIII, onde foi constatada morte encefálica.
Em declaração à imprensa, Viana cobrou transparência: “A sociedade tem que ter clareza do que aconteceu dentro da sede da PF e nós vamos oficiar.”
O parlamentar anunciou que a CPMI enviará ofício formal à PF e ao Ministério da Justiça para obter todos os registros, vídeos de monitoramento, laudos médicos e depoimentos que expliquem as circunstâncias da tentativa de suicídio e a morte subsequente do preso, que era peça-chave nas investigações sobre ameaças, espionagem ilegal, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema do Banco Master.
A suspeita de “queima de arquivo” surge em meio ao escândalo que já envolveu prisões de Vorcaro e seu cunhado Fabiano Zettel, bloqueio de bens até R$ 22 bilhões e revelações sobre proximidade com parlamentares e autoridades. A PF informou que entregará todos os registros em vídeo e abrirá investigação interna sobre o episódio.
A CPMI do INSS, que apura desvios bilionários em descontos indevidos de benefícios previdenciários, segue acompanhando o caso para avaliar possíveis impactos nas investigações em curso.


















