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Núcleos de atuação da rede de Vorcaro são revelados pela PF

Investigação identifica divisão em núcleos financeiro, operacional, de inteligência e intimidação; grupo “A Turma” é acusado de monitoramento ilegal, ameaças violentas e acesso indevido a sistemas restritos, com envolvimento de ex-agentes públicos e pagamentos milionários

A Polícia Federal (PF) detalhou, na terceira fase da Operação Compliance Zero (deflagrada em 4 de março de 2026), a estrutura organizada da rede suspeita de práticas criminosas liderada por Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master (liquidado em 2025).

A investigação aponta divisão em núcleos com funções específicas: financeiro (articulação e repasse de recursos), operacional (coordenação de ameaças e vigilância), de inteligência (monitoramento e acessos indevidos a sistemas da PF, MPF, FBI e Interpol) e de intimidação/obstrução de justiça (pressão violenta contra adversários, jornalistas e ex-funcionários).

Principais nomes e papéis destacados:

  • Núcleo FinanceiroFabiano Zettel (cunhado de Vorcaro, empresário e pastor): responsável por repassar valores, como os cerca de R$ 1 milhão mensais a Luiz Phillipi Mourão.
  • Núcleo Operacional/IntimidaçãoLuiz Phillipi Machado de Moraes Mourão (apelidado de “Sicário” ou “Felipe Mourão”): coordenador central, executava ameaças, vigilância e monitoramento de alvos.
  • Núcleo de Inteligência/ExecuçãoMarilson Roseno da Silva (policial federal aposentado): envolvido em acessos indevidos a sistemas restritos e ações de caráter miliciano; também citados ex-integrantes de órgãos públicos (como ex-diretor e ex-chefe de departamento do Banco Central) e um policial civil aposentado.

Mensagens interceptadas mostram ordens diretas de Vorcaro para ações violentas, como contra o colunista Lauro Jardim (O Globo): “Esse Lauro quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes. Num assalto”; e contra uma ex-empregada: “Empregada Monique me ameaçando. É mole? Tem que moer essa vagabunda”, com instrução para “Puxa endereço tudo”.

O ministro André Mendonça (STF), relator do caso, destacou na decisão de prisão: “Ao longo de toda a representação policial há inúmeros episódios no mesmo sentido: VORCARO utilizando MOURÃO, a ‘Turma’ e os ‘Meninos’ dele, para a prática dos mais variados ilícitos, muitos deles de caráter violento”.

A operação resultou na prisão de Vorcaro, Zettel e outros, bloqueio de bens até R$ 22 bilhões e afastamento de servidores do BC. O caso segue sob análise do STF e da CPMI do INSS.

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