Polícia Federal apresenta posições divergentes internamente sobre requerer prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva; impasse aumenta atrito entre corporação, PGR e STF em investigação sensível ligada ao esquema do INSS
A Polícia Federal está dividida quanto à conveniência de pedir a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do petista Lula da Silva, segundo apurou a colunista Mônica Bergamo na Folha de S.Paulo.

Parte dos delegados e superintendentes defende o pedido imediato de custódia, argumentando risco concreto de obstrução às investigações e continuidade de supostas práticas ilícitas. Outra ala interna, porém, considera a medida desnecessária no momento, preferindo aguardar avanço das provas colhidas na quebra de sigilos bancário e fiscal.
O impasse interno da corporação tem gerado atrito com a Procuradoria-Geral da República e com o Supremo Tribunal Federal, onde o inquérito tramita. A divisão reflete o alto grau de sensibilidade política do caso, que cruza com as apurações da CPMI do INSS sobre o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”) e possíveis conexões com Lulinha.
Lulinha já teve sigilo quebrado pela comissão parlamentar e responde a questionamentos sobre movimentações financeiras expressivas (R$ 19,3 milhões em uma única conta entre 2022 e 2025), repasses recebidos e pagamentos feitos a figuras investigadas.


















