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Vorcaro guardou meticulosamente registros de conversas com figuras poderosas da República

Ex-dono do Banco Master catalogou mensagens, arquivos e contatos que documentam rede de corrupção e tráfico de interesses; material, agora em mãos da PF e do STF, pode gerar revelações devastadoras em delação premiada baseada em provas concretas

Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, manteve um arquivo meticuloso de todas as suas interações com autoridades e figuras influentes, antecipando que poderia precisar delas para negociar um acordo judicial em caso de crise. O banqueiro arquivou conversas via WhatsApp, registros de celulares, computadores e arquivos pessoais que detalham sua ascensão por meio de corrupção de autoridades, violação de normas internas de estatais e órgãos reguladores, além de tráfico de interesses, de acordo com a matéria da Veja.

Fonte Robson Bonin da Veja

Segundo apuração, Vorcaro começou com um simples caderninho e caneta Bic para anotar datas, nomes e pagamentos, expandindo para um vasto acervo digital. Ele não deletava nada, sabendo dos riscos do setor bancário, que comparava a uma máfia inescapável.

Em uma de suas reflexões íntimas registradas, disse: “Esse negócio de banco sempre falei que é igual máfia. Não dá pra sair. Ninguém sai. Bem não sai. Só sai mal”.

O material abrange contatos de Norte a Sul do país, sem distinção de partido, ideologia ou esfera de poder — incluindo consultorias ligadas a petistas, meandros do Judiciário e fundos de pensão. Vorcaro usava noitadas, bebidas, festas luxuosas e viagens com modelos ucranianas para cultivar relações, combinadas com honorários generosos e contratos de consultoria.

Agora custodiado na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, após transferência autorizada pelo ministro André Mendonça (STF), Vorcaro avança nas tratativas de delação premiada com PF e Procuradoria-Geral da República (PGR). Diferente de delações anteriores baseadas em “ouvi dizer”, esta é respaldada por provas concretas: registros cronológicos, fatos encadeados e evidências de pagamentos.

O acervo, descrito como “monstro grande demais para ser abafado”, causa apreensão em Brasília, com risco de revelações que atinjam múltiplos setores da República.

Vorcaro, preso na Operação Compliance Zero por suspeitas de fraudes bilionárias no Banco Master, pode usar o material para obter benefícios judiciais que abrevie seu processo.

Fonte: VEJA

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