Instituição confirma atividades atípicas e garante total proteção aos clientes, enquanto o Banco Central atua desde cedo para conter o incidente
O BTG Pactual foi vítima de uma invasão cibernética neste domingo, com criminosos tentando desviar recursos por meio do sistema Pix. O banco reconheceu o problema imediatamente e tomou medidas preventivas, suspendendo temporariamente as transferências instantâneas, de acordo com a matéria do O GLOBO.

De acordo com fontes consultadas, o ataque mirou os valores que o BTG mantém em reserva junto ao Banco Central — e não o dinheiro dos correntistas. Estima-se que cerca de R$ 100 milhões tenham sido desviados inicialmente, mas a instituição conseguiu recuperar a maior parte dos recursos. Ainda restariam entre R$ 20 milhões e R$ 40 milhões em processo de recuperação.
O Banco Central identificou indícios da fraude logo cedo e começou a enviar alertas a partir das 6h. Importante destacar: os sistemas do próprio BC não foram comprometidos. O foco da ação criminosa ficou restrito ao ambiente do BTG Pactual.
Em comunicado oficial, o banco afirmou categoricamente que “não houve acesso a contas de clientes e nenhum dado de correntista foi exposto”.
E complementou:
“Enquanto investiga o caso, por medida de precaução, as operações por Pix estão suspensas. O BTG Pactual reforça, ainda, que a segurança das informações é prioridade e está disponível em caso de dúvidas em seus canais de atendimento”.
Em junho de 2025, criminosos roubaram mais de R$ 800 milhões ao invadir a C&M Software, empresa prestadora de serviços para várias instituições. Em setembro do mesmo ano, um ataque à Sinqia desviou cerca de R$ 710 milhões — R$ 669 milhões do HSBC e R$ 41 milhões da SCD Artta —, com boa parte dos valores bloqueada pelo Banco Central.
O BTG Pactual segue trabalhando em conjunto com o Banco Central para concluir as investigações e restabelecer o serviço o mais breve possível.
Fonte: O GLOBO


















