Mobilização “82 horas sem a PF” suspenderá operações entre 25 e 28 de março, coincidindo com aniversário da instituição; categoria cobra criação de fundo com recursos do crime e reclama de defasagem salarial
Delegados da Polícia Federal aprovaram, em assembleia, a realização de uma paralisação nacional de 82 horas, batizada de “82 horas sem a PF”. A medida, que deve ocorrer entre quarta-feira (25) e sábado (28) de março, coincide exatamente com o aniversário de 82 anos da corporação.

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Durante o período, os profissionais suspenderão a maioria das atividades, incluindo operações policiais, com exceções para casos específicos: operações que envolvam pessoas com prerrogativa de foro, situações de risco iminente de vida e flagrantes.
A Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) defende a criação imediata, por meio de Medida Provisória, do Fundo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Funcoc). O objetivo é direcionar recursos apreendidos de atividades criminosas para reforçar as ações de investigação, inteligência e repressão ao crime organizado.
A entidade ressalta que o crime organizado movimenta cerca de R$ 348 bilhões por ano no Brasil. “Trata-se de uma medida que não impõe novos custos ao Estado, ao mesmo tempo em que amplia a capacidade operacional das instituições responsáveis por proteger a sociedade brasileira”, diz a associação.
Os delegados também reclamam de defasagem salarial e destacam que a PF é o único órgão que recebe apenas subsídio, sem os chamados “penduricalhos” comuns em outras carreiras policiais.
O presidente da ADPF, Edvandir Felix de Paiva, informou que a categoria se reunirá novamente nesta terça-feira (24 de março) para definir detalhes finais da mobilização.
A paralisação foi aprovada por ampla maioria — cerca de 94,9% dos votos — em assembleia extraordinária realizada na última sexta-feira (20), com a participação de 1.045 delegados.
Fonte: Campos 24H e METRÓPOLES


















