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Cunhado de Vorcaro declarou compra de R$ 42,2 milhões em relógios e joias

Pastor e advogado Fabiano Zettel viu seu patrimônio saltar de R$ 67,5 milhões para R$ 204,3 milhões; itens de luxo declarados como “bens móveis” cresceram de R$ 8,6 milhões para R$ 50,9 milhões, segundo dados enviados à CPI do Crime Organizado

Redação G1

O advogado, pastor evangélico e empresário Fabiano Campos Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro (dono do Banco Master), adquiriu R$ 42,2 milhões em relógios e joias entre 2022 e 2024, de acordo com suas declarações de Imposto de Renda entregues à Receita Federal e encaminhadas à CPI do Crime Organizado.

Na declaração mais recente, referente ao ano-calendário de 2024 e entregue em 2025, Zettel informou possuir R$ 50,9 milhões apenas em itens de luxo, classificados genericamente como “bens móveis”, sem detalhar quantidade, marcas ou datas exatas de aquisição.

Os números revelam um crescimento explosivo:

  • Em 2021 (declarado em 2022): R$ 8,6 milhões 
  • Em 2022: R$ 23,6 milhões (aumento de R$ 15 milhões) 
  • Em 2023: R$ 45,8 milhões (aumento de R$ 22,2 milhões) 
  • Em 2024: R$ 50,9 milhões (aumento adicional de R$ 5,1 milhões)

No total, o patrimônio declarado por Zettel passou de R$ 67,5 milhões para R$ 204,3 milhões em quatro anos.

Casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, Zettel é pastor da Igreja Batista da Lagoinha e atua no ramo de alimentação e academias de luxo. Ele foi preso em São Paulo durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos praticados por organização criminosa.

A mesma investigação aponta que Zettel fez aporte de R$ 48,5 milhões na Super Empreendimentos, empresa da qual foi diretor entre 2021 e 2024 e que, segundo a PF, foi utilizada pelo grupo para “prática de crimes financeiros e lavagem de dinheiro” em benefício de “a turma” — expressão que se refere aos associados que realizavam o chamado “trabalho miliciano”, como o ex-policial Luiz Felipe Mourão, o “Sicário”, que morreu após tentativa de suicídio na custódia da PF.

Fonte: Redação G1

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