Investigação aponta esquema de R$ 500 milhões com cooptados dentro de instituições financeiras; CEO do Grupo Fictor, Rafael Góis, e ex-sócio Luiz Rubini são alvos de buscas; 14 pessoas já presas em SP, RJ e BA
A Polícia Federal ampliou o foco da Operação Fallax e agora investiga fraudes bancárias não apenas contra a Caixa Econômica Federal, mas também contra outras grandes instituições: Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra.

A ação, deflagrada nesta quarta-feira (25 de março de 2026), mira uma organização criminosa que cooptava funcionários dos bancos para inserir dados falsos nos sistemas internos, permitindo saques e transferências indevidas. Os recursos obtidos eram depois ocultados por meio de empresas de fachada, convertidos em bens de luxo e criptoativos.
Confira a análise do jornalista da Globo News:


Até o momento, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Catorze pessoas já foram presas. A Justiça Federal determinou ainda o bloqueio e sequestro de bens até o limite de R$ 47 milhões, além da quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 empresas.
Entre os principais alvos estão o CEO e fundador do Grupo Fictor, Rafael Góis, e o ex-sócio Luiz Rubini. Na residência de Góis, apenas o celular foi apreendido.
Em nota, a defesa do Grupo Fictor e de Rafael Góis informou: “Foi realizada hoje diligência de busca e apreensão na residência de Rafael Góis, CEO da Fictor, no âmbito de investigação conduzida pela Polícia Federal. Apenas o seu celular foi apreendido. Tão logo sua defesa tenha acesso ao conteúdo da investigação, serão prestados os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, com o objetivo de elucidar os fatos”.
Os investigados podem responder por organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva e outros crimes contra o sistema financeiro nacional, com penas que, somadas, podem superar 50 anos de prisão.
A PF esclareceu que o Grupo Fictor não é alvo direto da operação como instituição, mas sim empresários associados ao grupo que teriam participado das fraudes contra a Caixa.
Fonte: CNN BRASIL e GLOBO NEWS


















