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Furto de vírus na Unicamp: conexões internacionais acendem alerta de segurança biológica

Soledad Palameta Miller usou aluna de mestrado para acessar laboratório restrito e remover amostras virais; marido Michael Edward Miller, cidadão americano, atua na agenda One Health ligada a USAID e Rockefeller Foundation, o que amplia questionamentos sobre o caso

A investigação sobre o furto de amostras virais em laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ganhou novo contorno com a revelação de possíveis conexões internacionais. A professora Soledad Palameta Miller foi presa em flagrante pela Polícia Federal, mas liberada pela Justiça Federal após pagamento de fiança.

Fonte Beto Souza da CNN BRASIL

De acordo com a PF, a docente, que não possuía laboratório próprio na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), utilizou sua influência acadêmica para que uma aluna de mestrado abrisse as portas do Laboratório de Virologia Aplicada, no Instituto de Biologia. As caixas com amostras virais (incluindo subtipos de Influenza A como H1N1 e H3N2, além de outros vírus de origem humana e suína) desapareceram em 13 de fevereiro e só foram localizadas 40 dias depois, espalhadas em freezers de outros pesquisadores e com parte descartada irregularmente em lixo comum.

O material foi recuperado, manipulado e encaminhado para análise conjunta da Anvisa e do Ministério da Agricultura. A PF investiga crimes de furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado. A Unicamp abriu procedimento administrativo interno e afirmou que os responsáveis serão devidamente punidos.

Um elemento que chama atenção é o marido de Soledad, o cidadão norte-americano Michael Edward Miller, veterinário que cursa doutorado em Genética e Biologia Molecular na própria Unicamp desde 2020. Ele também é alvo de investigação da Polícia Federal.

Miller atua na agenda global de saúde integrada One Health, abordagem associada a organizações como USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional) e a Rockefeller Foundation. Essas conexões levantam questionamentos sobre segurança biológica, circulação internacional de material sensível e possíveis vínculos institucionais ainda não esclarecidos no caso.

A Justiça Federal proibiu Soledad de frequentar laboratórios da Unicamp durante o processo. A defesa da professora sustenta que não houve furto e que ela utilizava o espaço por falta de laboratório próprio.

O episódio expõe fragilidades nos protocolos de segurança em laboratórios de virologia de uma das principais universidades da América Latina.

Fonte: CNN BRASIL

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