Empresário Maurício Camisotti, apontado pela PF como integrante do núcleo financeiro do golpe, assinou acordo de colaboração com a Polícia Federal; outras duas delações estão em negociação
O empresário Maurício Camisotti fechou com a Polícia Federal o primeiro acordo de delação premiada sobre o esquema de fraudes no INSS. Ele é considerado pela investigação um dos principais beneficiários e peça-chave do chamado “núcleo financeiro” da organização, responsável por fraudes em descontos associativos de aposentados e pensionistas, de acordo com a CNN BRASIL.

Confira a análise dos jornalistas da CNN BRASIL sobre a delação de Maurício Camisotti:
Camisotti foi preso em setembro de 2025, na mesma operação que levou à cadeia Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, que permanece detido. A delação de Camisotti marca um avanço significativo nas apurações sobre o esquema que envolvia parcerias irregulares entre associações, sindicatos e o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Além do acordo já firmado por Camisotti, a Polícia Federal negocia outras duas delações premiadas relacionadas ao mesmo caso: a do procurador federal Virgílio Oliveira Filho, preso desde novembro de 2025, e a de André Fidelis, que ocupou o cargo de diretor de benefícios do INSS até julho de 2024.
Fidelis foi exonerado após uma série de reportagens do portal Metrópoles revelar irregularidades nos descontos aplicados nos vencimentos de aposentados. Ele era o responsável pela assinatura de parcerias com associações e sindicatos, que ofereciam supostos serviços aos beneficiários em troca de descontos mensais nos pagamentos.
Essas parcerias levaram a um forte aumento no número de filiados e no faturamento da Conafer (Confederação Nacional dos Agricultores e Produtores Rurais), o que obrigou o INSS a firmar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a entidade para revalidar os descontos questionados.
Fonte CNN BRASIL


















