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O porta-aviões nuclear mais antigo do mundo, chega ao Rio de Janeiro em grande exercício naval dos EUA

Maior operação naval americana no continente desde 2007, a Southern Seas 2026 reforça parcerias marítimas e segurança regional; navio de mais de 50 anos de serviço deve atracar na Baía de Guanabara entre 7 e 12 de maio

O USS Nimitz (CVN 68), porta-aviões nuclear mais antigo ainda em operação no mundo, deve chegar ao Rio de Janeiro como destaque da Operação Southern Seas 2026. A missão, conduzida pela 4ª Frota dos Estados Unidos, é a maior exercício naval americano na América do Sul desde 2007 e conta com a participação de dez países parceiros da região.

Comissionado em 1975 e líder da classe Nimitz, o navio integra um grupo de ataque que inclui o destróier de mísseis guiados USS Gridley (DDG 101) e a Carrier Air Wing 17, com caças F/A-18E/F Super Hornet, aviões de guerra eletrônica EA-18G Growler, helicópteros MH-60R/S Seahawk e outras aeronaves de apoio.

A operação prevê manobras conjuntas em alto mar, intercâmbios técnicos entre forças navais e visitas de autoridades dos países envolvidos, entre eles Argentina, Chile, Colômbia e Peru. Além do Brasil, o Nimitz fará escalas em portos do Chile, Panamá e Jamaica. Os detalhes exatos da visita ao Rio ainda estão sendo finalizados.

O contra-almirante Carlos Sardiello, comandante das Forças Navais do Comando Sul dos EUA e da 4ª Frota, destacou o significado da missão:

“um exemplo claro de dedicação dos EUA ao fortalecimento de parcerias marítimas, à construção de confiança e ao trabalho conjunto para enfrentar ameaças comuns”.

A Força Aérea Brasileira (FAB) já emitiu alerta aos aeronautas (NOTAM) devido à presença do navio na Baía de Guanabara, que possui cerca de 70 metros de altura e pode interferir em operações próximas ao Aeroporto Santos Dumont.

O USS Nimitz, com mais de cinco décadas de serviço em conflitos como a Operação Tempestade no Deserto, a Guerra do Iraque e o Afeganistão, está em sua fase final antes da aposentadoria prevista para 2027. A passagem pela América do Sul representa uma demonstração de projeção de poder aeronaval e cooperação hemisférica.

Fonte: O Globo

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