No primeiro trimestre de 2026, o BRB registrou 3.451 reclamações procedentes, ficando atrás apenas de Bradesco e Caixa. Aumento explosivo de queixas relacionadas ao Sistema de Informações de Crédito preocupa clientes
As reclamações contra o BRB no Banco Central explodiram nos últimos meses. O banco, que tem pouco menos de 10 milhões de clientes, saltou para a terceira posição no ranking nacional de queixas procedentes, superando grandes instituições como o Itaú.

De acordo com dados do Banco Central referentes ao primeiro trimestre de 2026, o BRB registrou 3.451 reclamações consideradas procedentes. O número representa mais que o dobro das 1.753 queixas registradas no trimestre anterior.
Com esse volume, o BRB ficou atrás apenas do Bradesco (5.398 reclamações) e da Caixa Econômica Federal (3.659). Em quarto lugar aparece o Itaú, com 3.442 queixas.
O que mais chama atenção é o índice de reclamações por milhão de clientes. O BRB registrou 386 queixas por milhão de clientes, um número significativamente superior ao de bancos de porte semelhante.
A maior parte do aumento está concentrada em reclamações relacionadas ao Sistema de Informações de Crédito (SCR) do Banco Central. Só nesse segmento, o banco recebeu 1.139 queixas no primeiro trimestre de 2026, contra menos de 10 por trimestre anteriormente. Os principais problemas relatados pelos clientes envolvem inclusão indevida de débitos, valores incorretos e demora na exclusão de registros, especialmente em casos de fraudes.
Muitas das reclamações estão ligadas a operações de crédito originadas em instituições financeiras que posteriormente foram liquidadas. O BRB informou que já realizou conciliações internas e notificou o liquidante responsável, mas depende de informações oficiais para fazer a atualização e baixa dos registros.


















