Venezuela deve mais de US$ 1,2 bilhão e Cuba US$ 676 milhões ao país; calotes em obras financiadas pelo banco de desenvolvimento voltam ao debate após lei sancionada por Lula
Enquanto o governo federal retoma os financiamentos do BNDES para exportação de serviços de engenharia para o exterior, o Brasil ainda tenta recuperar bilhões de reais em dívidas antigas deixadas por Cuba e Venezuela, que deram calote em operações passadas.

Confira a análise do jornalista da CNN BRASIL:
A Venezuela acumula uma dívida superior a US$ 1,2 bilhão com o Brasil, já coberta pelo Fundo de Garantia à Exportação (FGE). Entre os principais projetos financiados estão a construção dos metrôs de Caracas e Los Teques, além da Siderúrgica Nacional.
Cuba, por sua vez, registra US$ 676 milhões em atrasos. O principal empreendimento foi o Porto de Mariel, cuja garantia exigida pelo BNDES foram as receitas da indústria cubana de charutos — medida que o Tribunal de Contas da União (TCU) classificou como “frágil”.
Na prática, quando os países não pagam, o BNDES aciona o seguro e o prejuízo acaba sendo arcado pelo contribuinte brasileiro por meio do Fundo de Garantia à Exportação.
O Ministério da Fazenda informou que o governo continua cobrando os valores por meio de tratativas bilaterais e em fóruns internacionais, e que os créditos em atraso estão sujeitos à incidência de juros. No entanto, não há previsão de regularização dos pagamentos.
Recentemente, o petista Lula sancionou uma lei que permite a retomada dos empréstimos do BNDES para obras no exterior, com novas regras para aumentar a transparência e reduzir riscos. A norma proíbe, por exemplo, novas operações com países que já estejam inadimplentes.
Fonte: CNN BRASIL


















