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Inflação de itens essenciais pesa mais no Nordeste e impacta poder de compra das famílias

Alimentos, combustíveis, aluguel e gás de cozinha registram altas acima da média nacional na região, que tem a menor renda per capita do país

A inflação tem afetado com maior intensidade o Nordeste brasileiro, especialmente nos preços de itens essenciais como alimentação, aluguel, gasolina e gás de cozinha. Das dez capitais com as maiores altas na cesta básica neste ano, seis são nordestinas, agravando o custo de vida em uma região que já concentra a menor renda domiciliar per capita do país. 

Fonte: Carolina Nalin do O Globo

No Recife, por exemplo, a cesta básica subiu 9,82% entre janeiro e março, chegando a R$ 654,62 — quase o dobro da inflação anual projetada pelo Boletim Focus do Banco Central. O feijão-carioca lidera as altas em várias capitais: +27% em Salvador, +24,7% em Teresina e quase +50% em Belém.

Além dos alimentos, os combustíveis também pressionam o orçamento. Desde o início do conflito no Irã, a gasolina no Nordeste subiu 10,35% (de R$ 6,28 para R$ 6,93 o litro), a maior variação entre as regiões. O diesel acumula alta de 26,25%.

Os aluguéis também registram aumentos expressivos. Cinco capitais nordestinas estão entre as dez com maiores reajustes no índice FipeZap no primeiro trimestre.

Como a região tem menor renda média e alto nível de endividamento familiar, o impacto da alta de preços é ainda mais sentido no dia a dia da população.

Fonte: O Globo

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