Petista viaja aos EUA nesta quarta e se encontra com o americano nesta quinta; agenda inclui tarifas, minerais críticos e crime organizado
O petista Lula da Silva embarcou nesta quarta-feira (6) para Washington, onde se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na quinta-feira (7). A agenda bilateral deve contemplar temas estratégicos como tarifas comerciais, minerais críticos, Pix, terras raras e cooperação no combate ao crime organizado.
Confira a agenda de Lula com Trump:


Lula recebeu, na sexta-feira (1º), uma ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A conversa durou cerca de 40 minutos, de acordo com fontes do governo brasileiro.
Ao se despedir, ainda segundo fontes que acompanharam o relato da conversa, Trump encerrou o telefonema de forma informal, mandando um “I love you”, que significa “eu te amo” em inglês.
Veja a residência do Embaixador que vai abrigar o presidente Lula durante sua passagem por Washington:
O encontro entre Lula e Trump amanhã foi uma iniciativa do governo americano “prontamente aceita” pelo lado brasileiro.


O empresário Joesley Batista teria organizado o encontro entre Lula e Trump, assista:
De acordo com fontes do governo brasileiro, Lula buscará reduzir ruídos na relação com Trump e priorizará uma foto positiva do encontro.
Entre os principais assuntos esperados estão:
- Tarifas e comércio: Restam tarifas americanas sobre produtos brasileiros como aço, alumínio, cobre e móveis. Há preocupação com possível retomada da “Seção 301”, que investiga práticas comerciais desleais.
- Pix, big techs e etanol: Uma delegação brasileira esteve em Washington em abril para discutir investigações americanas sobre esses temas. A decisão final deve caber diretamente a Trump.
- Minerais críticos e terras raras: Tema considerado prioritário pelos americanos. O Brasil é rico em recursos essenciais para tecnologias de futuro, como ímãs, motores elétricos e eletrônicos. Trump busca um acordo nessa área.
- Segurança e crime organizado: Lula deve pedir ajuda para a prisão do empresário Ricardo Magro (Grupo Refit), que vive em Miami. Há ainda a possibilidade de os EUA classificarem o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas, embora não haja confirmação de que o tema entrará na reunião.
O encontro, inicialmente previsto para o início do ano, foi adiado devido aos conflitos no Oriente Médio. A comitiva de Lula é forte e inclui cinco ministros, o diretor-geral da PF e a embaixadora do Brasil nos EUA.

Fonte: CNN BRASIL


















