Documento redefine conceito de terrorismo após 25 anos e prioriza narcoterroristas à frente de grupos jihadistas; medida divulgada às vésperas de encontro com Lula
O presidente Donald Trump assinou na terça-feira (5) um documento estratégico que redefine o conceito de terrorismo para os Estados Unidos. Pela primeira vez em 25 anos, os cartéis de drogas e gangues transnacionais se tornam o alvo número um da política nacional de contraterrorismo americana, superando organizações como Al Qaeda e Estado Islâmico.

A nova estratégia foi confirmada nesta quarta-feira (6) pelo diretor sênior de contraterrorismo do Conselho de Segurança Nacional, Sebastian Gorka, em entrevista coletiva. O documento de 16 páginas foi divulgado um dia antes do encontro entre Trump e o petista Lula, previsto para esta quinta-feira (7) em Washington.
A estratégia estabelece três principais categorias de ameaça: narcoterroristas e gangues transnacionais, terroristas islamistas e extremistas de esquerda violentos, incluindo anarquistas e antifascistas. O texto determina que os cartéis devem ser neutralizados “até que sejam incapazes de trazer suas drogas, seus membros e suas vítimas de tráfico para os Estados Unidos”.
Para justificar a prioridade, o documento afirma que, em um período de 12 meses durante o governo Biden, mais americanos morreram em decorrência de drogas traficadas pelos cartéis do que todos os militares americanos mortos em combate desde 1945.
Dentro dos EUA, a nova abordagem também mira “grupos políticos seculares violentos cuja ideologia é antiamericana, radicalmente transgênero ou anarquista, como o Antifa”. Gorka afirmou que as autoridades usarão “todas as ferramentas constitucionalmente disponíveis” para mapear e incapacitar esses grupos.
A estratégia mantém pressão sobre o jihadismo global, com foco em Al Qaeda, e prevê reuniões com aliados internacionais para intensificar o combate a ameaças, especialmente do Irã.
Fonte: Folha de São Paulo


















