Justiça americana acusa ex-líder cubano por assassinato de 4 pessoas, incluindo 3 americanos, no mesmo dia em que o porta-aviões nuclear chega ao Caribe
Dois acontecimentos de grande impacto marcaram o endurecimento da política americana em relação a Cuba nesta semana. A Justiça dos Estados Unidos indiciou o ex-presidente cubano Raúl Castro por envolvimento no assassinato de quatro pessoas em 1996, enquanto o porta-aviões nuclear USS Nimitz chegou ao Mar do Caribe.
A chegada do USS Nimitz e seu grupo de ataque ao Caribe ocorreu no mesmo dia, gerando especulações sobre uma possível demonstração de força militar por parte da administração Trump, confira:
O indiciamento de Raúl Castro, de 94 anos, foi anunciado na quarta-feira (20) pelo Departamento de Justiça americano. Ele responde por uma acusação de conspiração para matar cidadãos americanos, quatro acusações de homicídio e duas de destruição de aeronaves. Os crimes referem-se ao abate de duas avionetas da organização “Hermanos al Rescate” em 1996.
Até o momento, o governo americano não confirmou qualquer intenção de ação militar direta. Fontes militares afirmam que o porta-aviões participa de exercícios regionais, mas o timing é visto como parte da estratégia de pressão máxima contra o regime cubano.
O indiciamento é considerado simbólico, pois Raúl Castro, que segue em Cuba, dificilmente será extraditado. Ainda assim, o gesto representa um endurecimento histórico da postura dos EUA em relação ao governo de Havana.


















