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Amiga de LULA é presa por suposto elo com PCC

Investigação da Operação Vérnix aponta influenciadora Deolane Bezerra como “caixa do PCC”

A influenciadora digital e advogada Deolane Bezerra foi presa preventivamente na manhã desta quinta-feira (21) durante a Operação Vérnix, deflagrada pelo Gaeco de Presidente Prudente, com apoio da Polícia Civil de São Paulo. 

Fonte: Carolina Figueiredo, Manuela Dal Mas, Renan Fiuza da CNN BRASIL

De acordo com a investigação, iniciada ainda em 2019 a partir de documentos apreendidos no sistema prisional paulista, Deolane teria atuado no núcleo financeiro de uma estrutura de lavagem de capitais vinculada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Os investigadores apontam que ela integraria a fase de “integração” do dinheiro ilícito na economia formal. 

Deolane Bezerra declarou publicamente que votou no Lula na eleição em 2022, confira:

A apuração teve origem em manuscritos encontrados com membros do PCC na Penitenciária II de Presidente Venceslau. O material citava uma empresa de transportes – a Lopes Lemos Transportes Ltda. (Lado a Lado Transportes) –, supostamente usada para movimentar recursos da facção. Quebras de sigilo revelaram movimentação superior a R$ 20 milhões, com incompatibilidade de cerca de R$ 6,9 milhões. Os sócios foram condenados por lavagem de dinheiro. 

Como surgiu o nome de Deolane

O elo com a influenciadora teria sido identificado em mensagens e comprovantes encontrados em um celular apreendido na residência dos responsáveis pela transportadora. As conversas mencionam Everton de Souza, conhecido como “Player”, apontado como gestor indireto da empresa. 

Relatórios policiais também citam registros do Sistema Detecta em que Deolane figura como representante ou testemunha em ocorrências envolvendo Everton de Souza, o que, para a polícia, indicaria vínculo além da relação profissional. 

Alvos da operação

A Justiça autorizou seis prisões preventivas. Além de Deolane, foram alvos: 

  • Everton de Souza (“Player”);
  • Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola;
  • Alejandro Camacho (irmão de Marcola);
  • Paloma Sanches Herbas Camacho (sobrinha, foragida na Bolívia);
  • Leonardo Alexsander Ribeiro Herbas Camacho (sobrinho, foragido em Madri).

A operação incluiu bloqueios patrimoniais e medidas cautelares em bens e empresas dos investigados.

Fonte: CNN BRASIL

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