Nomeação de Renata Gil por Kassio Nunes Marques, dias após Toffoli assumir como membro titular, gera revolta e questionamentos sobre padrões éticos no Judiciário brasileiro
Em mais um episódio que escancara a falta de ética e o compadrio no topo do Poder Judiciário, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, nomeou a juíza Renata Gil Alcântara — companheira do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli — para comandar a recém-criada Diretoria de Assuntos Internacionais da Corte.

A nomeação, publicada em portaria na última quarta-feira (27), ocorreu menos de duas semanas após Toffoli tomar posse como membro titular do TSE. O caso levanta sérias dúvidas sobre imparcialidade, favoritismo e o mínimo de decoro esperado de instituições que deveriam servir de exemplo para o país.
A nova diretoria tem como missão representar o TSE em fóruns internacionais, acompanhar missões de observação eleitoral e promover o sistema eletrônico de votação brasileiro no exterior. Renata Gil, que deixa o cargo de assessora da Presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), será responsável por uma estrutura criada exatamente nesta gestão.
Nas redes sociais, a magistrada celebrou a indicação destacando a “honra e responsabilidade” e a presença feminina em espaços de poder. No entanto, o timing e a proximidade com Toffoli provocam indignação generalizada.
A nomeação para um cargo estratégico, criado há poucos dias e ocupado pela companheira de um ministro que acaba de integrar o TSE, reforça a percepção de que no Judiciário brasileiro ainda prevalecem relações pessoais sobre critérios técnicos e impessoais.
Especialistas e observadores da cena política classificam o episódio como mais um exemplo de “velha política” dentro de instituições que deveriam combater privilégios. Em um país que tanto clama por ética pública, nomeações como essa minam a credibilidade do sistema eleitoral e do próprio Judiciário.
Fonte: Pleno.News


















