Medida anunciada após pedido de Flávio Bolsonaro a Trump entra em vigor nesta sexta (5/6) e preocupa Planalto com impactos econômicos e imagem do Brasil
O governo do petista Lula da Silva avalia ser difícil reverter, ao menos no curto prazo, a decisão dos Estados Unidos de incluir as duas maiores facções criminosas do Brasil — o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) — na lista de organizações terroristas estrangeiras. A classificação passa a valer a partir desta sexta-feira (5/6).

A principal preocupação do Planalto não é com eventuais intervenções militares, mas com os possíveis efeitos econômicos da medida. Autoridades temem prejuízos à imagem do Brasil junto a investidores estrangeiros, além de riscos ao sistema bancário e a ferramentas como o Pix.
A decisão americana foi anunciada dois dias após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com Donald Trump na Casa Branca e solicitar explicitamente a inclusão do PCC e do CV na lista de organizações terroristas. A iniciativa do senador é vista como um importante passo no enfrentamento às facções que há anos aterrorizam o país.
A medida equipara as facções brasileiras a cartéis mexicanos e outros grupos internacionais, ampliando o alcance de sanções dos EUA. Qualquer pessoa ou empresa que mantenha relações financeiras ou forneça “apoio material ou recursos” às organizações poderá enfrentar sanções, processos criminais e até deportação do território norte-americano.
O senador Flávio Bolsonaro tem se destacado na luta contra o crime organizado, cobrando ações concretas e internacionais para proteger a população brasileira das ameaças diárias impostas por essas organizações.
Fonte: Metrópoles


















