Trump falou bastante sobre o Irã durante a cúpula da OTAN em Ancara (Turquia), em 7-8 de julho de 2026. Ele declarou explicitamente que o cessar-fogo (Memorandum of Understanding/MoU) com o Irã está “acabado” .
Os EUA iniciaram novos ataques contra o Irã. É a segunda noite consecutiva de ataques americanos contra posições iranianas.
Abaixo imagens de forte explosão no porto iraniano de Chabahar. Os EUA estão realizando fortes ataques em diversas cidades costeiras do Irã, em resposta aos ataques iranianos contra navios no Estreito de Ormuz.
Principais falas de Trump sobre o Irã (na OTAN)
-Declarou que o cessar-fogo é “over” e que não quer mais negociar: “Pra mim, acabou. Não quero mais negociar com eles… na minha opinião, é só perda de tempo ficar lidando com eles.”
-Falou em novas ações: Provavelmente vamos atingi-los com força novamente esta noite) e acabou autorizando novas ações contra o Irã.
-Na Cara: Chamou os líderes iranianos de “scum” (escória) e “sick people” (pessoas doentes).
Situação atual (Trump x Irã) — Atualizada em 8 de julho de 2026
-Ataques americanos: Os EUA realizaram múltiplas ondas de ataques (mais de 80 alvos em alguns relatos), focando em capacidades militares iranianas, especialmente no sul (incluindo áreas como Kharg Island, Bandar Abbas e Bushehr). Os ataques visam degradar a capacidade do Irã de ameaçar a navegação no Estreito de Ormuz.
-Resposta iraniana: O Irã condenou os ataques, ameaçou fechar o Estreito de Ormuz, retirar-se do Tratado de Não Proliferação Nuclear (NPT) e responder “sem medo”. Houve relatos de contra-ataques iranianos contra alvos americanos na região.
-Status do cessar-fogo: Colapsado na prática. Trump o declarou encerrado, mas deixou uma porta mínima para diplomacia.
-Contexto mais amplo: Tensões altas por causa do Estreito de Ormuz (rota vital para petróleo). Preços do petróleo subiram. A OTAN está dividida — muitos europeus veem as ações como fora do escopo da aliança.
Trump dominou o evento com críticas duras (especialmente no primeiro dia) e tom mais conciliatório no final, declarando “muita unidade e amor” na sala.
Aqui os pontos mais importantes:
Gastos com defesa: Pressionou fortemente pelo cumprimento da meta de 5% do PIB em defesa (compromisso assumido na cúpula de 2025 na Haia). Afirmou que aliados estão “fazendo grande progresso” e elogiou o aumento de investimentos europeus/canadenses. Criticou a Espanha por não cumprir, chamando-a de “parceiro terrível” e ordenando corte de comércio/visitas com o país.
Críticas aos aliados e Irã: Disse estar “muito decepcionado” com a OTAN, pois vários países (Itália, Alemanha, França) não apoiaram os EUA nas ações contra o Irã. Declarou que o cessar-fogo com o Irã estava “acabado” e sinalizou novas ações americanas. Testou a lealdade dos aliados e reclamou da falta de reciprocidade.
Groenlândia: Reiterou o desejo de controle americano sobre a Groenlândia (pertencente à Dinamarca), citando importância estratégica.
Ucrânia: Encontrou Zelenskyy e anunciou licença para a Ucrânia produzir mísseis Patriot. Previu o fim da guerra “em breve” e discutiu apoio contínuo.
Turquia e F-35: Elogiou Erdogan como “líder forte” e considerou venda de caças F-35 à Turquia, além de possível remoção de sanções.
Síria: Encontrou o líder sírio e sinalizou intenção de remover a Síria da lista de Estados Patrocinadores do Terrorismo.
Outros: Destacou investimentos recordes dos EUA (US$ 1 trilhão em forças armadas) e cobrou que a Europa assuma mais responsabilidade para que a relação não seja “unilateral”. No final, elogiou o evento como “muito bem-sucedido” e com “unidade”.
Trump alternou entre pressão dura (ameaças de redução de apoio americano) e celebração de vitórias (aumento de gastos aliados desde sua primeira presidência). O tom final foi positivo, com reafirmação do compromisso com o Artigo 5 (defesa coletiva).
A cúpula reforça o legado de Trump de forçar POR maior contribuição europeia, e expor tensões com o Irã

















