Aliado de Eduardo Bolsonaro nos EUA sugere foco em Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes em vez de tarifas gerais, alegando proteção a produtores brasileiros e americanos
O jornalista Paulo Figueiredo, um dos principais articuladores bolsonaristas nos Estados Unidos, enviou manifestação formal ao Representante de Comércio dos EUA (USTR) solicitando a suspensão das tarifas de importação sobre produtos brasileiros e a adoção de sanções individuais contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o texto protocolado para a audiência pública marcada para 6 de julho, Figueiredo defende que o “tarifaço” proposto prejudica tanto a economia brasileira quanto os consumidores americanos, além de beneficiar politicamente o governo Lula. Em vez das medidas comerciais amplas, ele recomenda o uso da Lei Magnitsky para punir individualmente autoridades envolvidas em supostas violações de direitos e corrupção.
O pedido inclui a ampliação de sanções já existentes contra o ministro Alexandre de Moraes, sua esposa Viviane Barci e empresas ligadas ao casal. Figueiredo sugere estender as medidas à Primeira Turma do STF, citando nominalmente o decano Gilmar Mendes. Ele associa o ministro ao encerramento da Operação Lava Jato, ao lado de Lula e Moraes.
Contexto e repercussão
A manifestação ocorre em meio à investigação da Seção 301 do USTR, que propôs tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras por supostas práticas comerciais desleais. Figueiredo argumenta que a medida pode aproximar ainda mais o Brasil da China e prejudicar a relação bilateral com os EUA.
O senador Flávio Bolsonaro enviou documento semelhante ao USTR, com argumentos alinhados, pedindo adiamento das tarifas até após as eleições de 2026.


















