Com arrecadação estimada em apenas R$ 2 milhões em 2026 — metade do obtido em anos anteriores —, organização da maior parada do orgulho LGBTQIA+ do país procura deputados progressistas para compensar saída de marcas como Burger King, Mercado Livre e Vivo
A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo enfrenta uma forte redução de patrocínios privados e passa a mirar recursos públicos via emendas parlamentares para garantir sua sustentabilidade nos próximos anos.

Realizado desde 1997 na Avenida Paulista, o evento, um dos maiores do mundo em defesa dos direitos LGBTQIA+, viu sua arrecadação cair significativamente. Enquanto em 2022 e 2023 o evento captou cerca de R$ 5 milhões com sete patrocinadores por edição, a estimativa para 2026 é de apenas R$ 2 milhões, com Amstel (Heineken) e L’Oréal como principais apoiadores.
Nos últimos cinco anos, marcas como Burger King, Mercado Livre, Vivo, Sephora, Smirnoff, Terra e Jean Paul Gaultier deixaram de patrocinar o evento.
Diante da queda no apoio da iniciativa privada, a organização tem procurado deputados federais do campo progressista. Nelson Matias Pereira, presidente da APOLGBT-SP (Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo), afirmou à Folha que a entidade já busca emendas parlamentares para o evento do ano que vem.
Os custos anuais da Parada giram em torno de R$ 3,5 milhões, além dos recursos aportados pela Prefeitura de São Paulo. A organização ainda precisa de uma margem extra de cerca de R$ 1,5 milhão para manter sua sede e atividades durante o ano.


















