Secretário Pete Hegseth detalha criação de força-tarefa continental e prevê intervenções direcionadas no Equador e na Guatemala
O governo de Donald Trump deu um novo sinal claro de que pretende adotar uma postura de forte intervencionismo militar e de segurança no Hemisfério Ocidental. Nesta terça-feira (16), declarações vindas do alto escalão do Pentágono confirmaram que a Casa Branca está consolidando os preparativos logísticos para expandir suas incursões de combate ao narcotráfico em direção às Américas Central e do Sul, repetindo táticas de forte impacto político e territorial já vistas na região.
A movimentação ocorre poucas semanas após os Estados Unidos oficializarem uma nova arquitetura de cooperação militar de segurança hemisférica.
Expansão da presença militar no continente
Durante uma coletiva formal com a imprensa em Washington, as novas metas da administração americana foram colocadas à prova. Ao ser questionado diretamente por um profissional de imprensa se “os americanos devem esperar operações semelhantes às da Venezuela em países como Equador e Guatemala?”, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, adotou um tom assertivo e não deixou margem para dúvidas.
O chefe do Pentágono confirmou de imediato as expectativas de expansão militar de Washington.
“Sim, devem. Chama-se Coalizão das Américas contra os Cartéis… Estamos formando-a com governos parceiros em toda a América Central e do Sul para DERROTAR E DESTRUIR organizações terroristas estrangeiras…”, asseverou o secretário.
A criação da coalizão continental
Apelidada de forma oficial como a “Coalizão das Américas contra os Cartéis”, a iniciativa faz parte da nova estratégia de Defesa dos Estados Unidos, que equipara o crime organizado e o tráfico internacional de entorpecentes a ameaças terroristas globais. A intenção de Washington é treinar, mobilizar e usar força de combate letal de maneira combinada com as nações aliadas da região — embora o Pentágono já tenha emitido alertas anteriores de que está preparado para realizar ofensivas unilaterais em solo vizinho caso julgue estritamente necessário para garantir suas fronteiras.
O plano de ação já conta com o alinhamento político de doze governos latino-americanos e foca em desmantelar as ramificações locais dos cartéis, além de blindar a área de influências geopolíticas de potências estrangeiras rivais fora do hemisfério.


















