Com 100% das urnas processadas, candidata de direita supera Roberto Sánchez por margem estreita e encerra 22 dias de suspense na apuração do segundo turno
A apuração das eleições presidenciais no Peru chegou ao fim nesta segunda-feira, confirmando a vitória de Keiko Fujimori, líder do partido Força Popular. O resultado oficial, divulgado após uma exaustiva contagem de 22 dias que manteve a América do Sul em expectativa, aponta a candidata de direita com 50,135% dos votos válidos, contra 49,865% de seu oponente de esquerda, Roberto Sánchez.
Keiko obteve 9.223.396 votos, contra 9.137.755 do candidato de esquerda Roberto Sánchez, uma diferença de apenas 49. 641 votos , equivalente a 0,27% ponto percentual em um universo de mais de 18 milhões de eleitores.

Embora a proclamação oficial pelo Júri Nacional de Eleições (JNE) esteja prevista para ocorrer até a próxima sexta-feira, 3 de julho, a vantagem matemática da candidata já é definitiva.
A vitória de Keiko, de 51 anos, marca a sua quarta tentativa de alcançar a chefia de Estado e consagra o retorno do fujimorismo ao poder Executivo, mais de duas décadas após o encerramento do governo de seu pai, Alberto Fujimori. Ela sucederá o presidente interino José María Balcázar Zelada no dia 28 de julho para um mandato de cinco anos.
O pleito de 2026 evidenciou a profunda divisão da sociedade peruana. Diante do cenário de forte polarização que marcou o segundo turno, a própria presidente eleita adotou um tom de cautela e conciliação em pronunciamentos recentes antes da consolidação total dos dados.
A nova governante assume o desafio de liderar um país que teve oito chefes de Estado desde 2016 e enfrenta uma crônica instabilidade institucional. Para tentar governar, ela prometeu articular uma gestão de base ampla, aberta e plural, focando na experiência técnica para atenuar as resistências e as acusações de fraudes levantadas pela coligação adversária.


















