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Flávio avança e pesquisa revela empate técnico com Lula no 2º turno em 2026

Petista aparece com 47% das intenções de voto, enquanto senador do PL registra 44%; margem de erro mantém disputa acirrada

Novo levantamento do instituto Nexus, em parceria com o BTG Pactual, aponta um cenário de grande equilíbrio para um eventual segundo turno presidencial. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera com 47% das intenções de voto, contra 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). 

Fonte: CNN BRASIL

Pesquisa BTG/Nexus mostra avanço de Lula entre beneficiários do Bolsa Família

Os dados revelam um aumento progressivo do apoio ao presidente Lula entre os beneficiários de programas de transferência de renda nos últimos meses. Em março, ele contava com 58% das intenções de voto nesse segmento. O percentual subiu para 62% em meados de junho e alcançou 68% na pesquisa mais recente. No mesmo intervalo, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caiu de 24% para 13%.

Essa tendência também aparece em um possível segundo turno entre os dois. Segundo o levantamento, Lula ampliou sua liderança entre os beneficiários do Bolsa Família, chegando a 75% das intenções de voto, contra 20% de Flávio Bolsonaro.

Além do bom desempenho junto aos beneficiários do programa, a pesquisa confirma a força de Lula entre os eleitores de baixa renda. Entre aqueles com renda familiar de até um salário mínimo, o presidente registra 53% das intenções de voto no primeiro turno, ante 23% do senador. Na faixa de um a dois salários mínimos, Lula também mantém ampla vantagem. Já entre os eleitores com renda acima de dois salários mínimos, a disputa fica mais equilibrada.

Esses números coincidem com a recente expansão do número de famílias atendidas pelo Bolsa Família. Depois de uma redução causada pela revisão cadastral realizada pelo governo federal, o programa voltou a crescer a partir de novembro de 2025.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o Bolsa Família atendia 21,91 milhões de famílias quando Lula tomou posse, em janeiro de 2023. Após a revisão, o total caiu para 18,66 milhões em novembro de 2025. Desde então, cerca de 690 mil famílias foram reincluídas, elevando o número para aproximadamente 19,35 milhões em junho deste ano.

Historicamente, a ampliação de programas de transferência de renda em anos eleitorais não é novidade e já aconteceu em diferentes governos. Em 2006, durante a campanha de reeleição de Lula, o Bolsa Família incorporou cerca de 2,3 milhões de famílias. Em 2022, na gestão de Jair Bolsonaro, o programa teve um aumento de aproximadamente 6,6 milhões de beneficiários. Expansões menores também foram registradas em 2010 e 2018, enquanto 2014 foi o único ano eleitoral recente com redução no número de atendidos.

Brancos, nulos e nenhum dos candidatos somam 8%, enquanto 1% dos entrevistados não soube ou não quis responder. A pesquisa foi realizada entre os dias 26 e 28 de junho, com 2.009 eleitores entrevistados por telefone. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Comparado ao levantamento anterior, divulgado em 15 de junho, Lula recuou de 49% para 47%, enquanto Flávio subiu de 43% para 44%. A diferença agora está dentro da margem de erro, configurando empate técnico.

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