Em resolução histórica, deputados apontam o modelo comunista como responsável pelo colapso econômico e social da ilha e pedem fim de acordo financeiro
O Parlamento Europeu aprovou uma resolução contundente que eleva drasticamente a pressão diplomática contra a ditadura em Cuba. Por ampla maioria de votos, os eurodeputados aprovaram um documento que aponta o modelo político e econômico centralizado do país como o único culpado pela crise humanitária, escassez de alimentos e colapso energético enfrentados pela população cubana.

A resolução não poupa críticas à liderança de Miguel Díaz-Canel e demanda reformas estruturais urgentes para devolver as liberdades civis aos cidadãos. Além do forte peso político, o parlamento cobrou formalmente que a União Europeia suspenda a aplicação do Acordo de Diálogo Político e de Cooperação (ADPC) com Havana, sob o argumento de que o bloco não pode financiar um governo que viola sistematicamente as garantias fundamentais.
O documento aprovado nesta semana também exige a libertação imediata de centenas de manifestantes e opositores detidos desde os protestos populares de 2021. Os parlamentares europeus sugeriram que o Conselho da União Europeia adote sanções individuais e direcionadas contra os altos funcionários do Partido Comunista Cubano (PCC) envolvidos em episódios de repressão violenta.
A bancada de centro-direita e os blocos liberais que lideraram a iniciativa destacaram que as justificativas históricas do regime — como o embargo econômico dos Estados Unidos — já não servem mais para mascarar a corrupção institucional e o fracasso do sistema de partido único. Com essa decisão, o Parlamento Europeu envia um forte sinal de isolamento internacional ao governo cubano, alinhando-se às posições mais duras de Washington.


















