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EUA impõem novas sanções contra empresas estatais de Cuba

Governo Trump amplia restrições ao sistema financeiro da ilha e mira entidades ligadas ao conglomerado militar GAESA

O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou uma nova rodada de sanções econômicas severas voltadas a enfraquecer o financiamento do governo cubano. A medida, detalhada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), atinge diretamente cinco entidades da ilha e mais um membro da família de Raúl Castro, intensificando a estratégia de isolamento financeiro promovida pela gestão de Donald Trump no hemisfério.

Fonte: CNN BRASIL

A ação foca prioritariamente em empresas que atuam nos setores de finanças, logística e mineração. Das corporações punidas, três operam sob o guarda-chuva do Grupo de Administração Empresarial S.A. (GAESA), o influente conglomerado controlado pelas Forças Armadas Revolucionárias de Cuba. As principais atingidas são o Banco Financiero Internacional S.A. (BFI), a Rafin S.A. e a Almacenes Universales S.A. (AUSA).

De acordo com as diretrizes do governo americano, o principal objetivo é bloquear o fluxo de capital internacional para o que Washington classifica como base de sustentação do governo de Miguel Díaz-Canel. Em declaração oficial para detalhar a decisão da Casa Branca, o secretário de Estado, Marco Rubio, endureceu o tom contra as atividades do bloco militar na ilha:

O secretário de Estado também fez um alerta direto ao mercado global, instando bancos estrangeiros e outras companhias que mantêm relações com essas entidades a suspender imediatamente essas atividades.

As novas punições se baseiam na Ordem Executiva 14404, decreto assinado pelo presidente Donald Trump que prevê retaliações diretas aos responsáveis pela repressão em Cuba e por ameaças à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos. Na prática, as restrições impedem que cidadãos ou empresas sob jurisdição americana realizem transações comerciais com os alvos listados.

A reação do Ministério das Relações Exteriores de Cuba foi imediata. O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, utilizou os canais oficiais para rechaçar as acusações americanas e o aperto do embargo, que já afeta duramente o abastecimento de energia e combustível no país.

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