A ação envolve bloqueio de cerca de R$ 54 bilhões em bens em nova fase da operação sobre a empresa Americanas, com 9 mandados de busca e apreensão em SP e RJ
A Polícia Federal (PF), em ação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), deflagrou nesta quinta-feira (25) a segunda etapa da Operação Disclosure, que investiga o esquema de fraudes financeiras na rede varejista Americanas. A nova fase da ofensiva resultou em uma ordem judicial expressiva que determinou o bloqueio e sequestro de cerca de R$ 54 bilhões em bens e valores dos investigados.
Entre os alvos estão:
os acionistas de referência Carlos Alberto da Veiga Sicupira e Paulo Alberto Lemann;
além de Eduardo Saggioro Garcia, apontado como operador direto dos sócios.
Também são alvo da operação executivos ligados a instituições financeiras que mantinham relação com a companhia, segundo as investigações.
São eles:
José de Castro Araújo Rudge Júnior e Gustavo Balassiano, executivos do Itaú Unibanco;
Carlos Henrique Villela Pedras, do Bradesco; e André Juaçaba de Almeida e Alexandre Lian Abdo, do Santander.
O motivo da inclusão dos executivos dos bancos na operação não foi divulgado. A PF, porém, já havia tratado da relação entre bancos e as Americanas num relatório enviado à Justiça, em julho de 2024, ou seja, um ano e meio depois de a fraude na varejista, estimada em R$ 25,2 bilhões, vir à tona.
A PF apontou que funcionários de instituições financeiras eram suspeitos de terem sido cooptados para alterar documentos e, com isso, garantir a continuidade de ao menos um tipo de falcatrua executada na varejista.
Agentes federais foram às ruas para cumprir nove mandados de busca e apreensão, distribuídos em endereços nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro.

De acordo com as autoridades, os alvos da operação teriam ciência direta das inconsistências fiscais bilionárias praticadas ao longo de anos, envolvendo transações financeiras conhecidas como risco sacado e a inserção de contratos fictícios.
A nova rodada de mandados busca recolher provas adicionais para detalhar a extensão da manipulação do mercado financeiro brasileiro.
A PF reiterou em seu relatório que as apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e de associação criminosa. O montante bilionário retido pela Justiça visa assegurar o ressarcimento dos enormes prejuízos provocados a investidores e credores do mercado


















