Saída ocorre uma semana após o parlamentar virar alvo da Polícia Federal no Caso Master; Palácio do Planalto tenta evitar contaminação na base aliada
O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou oficialmente que deixará a liderança do governo no Senado Federal. A decisão foi selada na tarde de quarta-feira (24), após uma reunião de cerca de duas horas com o petista Lula da Silva no Palácio do Alvorada, em Brasília. O recuo estratégico do parlamentar ocorre em meio ao forte desgaste provocado pelos desdobramentos da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF).

O afastamento vinha sendo defendido por interlocutores do Palácio do Planalto e integrantes do Partido dos Trabalhadores (PT). O objetivo do governo é criar uma barreira política para evitar que as suspeitas de corrupção que envolvem o nome do senador contaminem a imagem da gestão do Executivo e a articulação no Congresso Nacional.
Jaques Wagner passou a figurar no centro das atenções do cenário político após a PF cumprir mandados de busca e apreensão em sua residência oficial. A investigação da Operação Compliance Zero apura se o senador atuou nos bastidores do Legislativo para favorecer os interesses econômicos do Banco Master e de empresas associadas ao grupo. Conforme os relatórios dos investigadores, há indícios do recebimento de vantagens indevidas pelo parlamentar baiano.
Em pronunciamento divulgado nas suas redes sociais logo após o encontro com o petista, o senador Jaques Wagner minimizou a crise e garantiu que o desligamento do posto de liderança foi consensual, confira:

Até o momento, o Palácio do Planalto não anunciou quem será o novo nome indicado para conduzir a articulação política e liderar os projetos de interesse do governo federal na Casa.


















