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Sanções dos EUA por ligação com PCC: empresa investigada opera no coração da Faria Lima

Victory Trading e Pixwave, alvos de bloqueio americano, têm conexões societárias com consultoria e startups financeiras localizadas no principal polo econômico de São Paulo

Uma das empresas sancionadas pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por supostas ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC) faz parte de uma rede de fintechs e consultorias com endereços na região da Faria Lima, coração financeiro da capital paulista. 

Fonte: metrópoles

Na última quarta-feira (1º), os EUA impuseram sanções a dois brasileiros — Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira — e a quatro empresas, incluindo a Victory Trading, a Pixwave Soluções de Pagamentos e a Wave Construções Inteligentes. A medida é a primeira desde que o governo Donald Trump classificou o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. 

A Pixwave, que atua com serviços financeiros como pagamentos e soluções digitais, tem como sócia a WTBO Consultoria em Gestão Empresarial. Esta consultoria, por sua vez, está ligada ao empresário Paulo Morais Silva e mantém conexões com outras fintechs do setor. 

Até dezembro passado, a WTBO tinha endereço na Avenida Faria Lima. Após a mudança para a Água Branca, seu capital social saltou de cerca de R$ 100 mil para R$ 9 milhões. A empresa chegou a ser credenciada como correspondente bancária do Ouribank, mas foi descredenciada após a sanção americana. O banco informou que a WTBO já estava inativa desde 2024. 

Ligações societárias na região nobre

Documentos da Junta Comercial revelam coincidências de endereços entre as empresas. A Banklabs Partners, por exemplo, compartilha o mesmo endereço da Victory Trading na Avenida Juscelino Kubitschek (número 1545, sala 47). Antes, a Banklabs ficava na Avenida das Nações Unidas, mesmo local atual da Pixwave. 

Segundo as autoridades americanas, Victor Shimada — apontado como operador das empresas — seria responsável por movimentar valores ilícitos, incluindo o envio de US$ 30 milhões via criptoativos. Os documentos citam apelidos como “Japa” para Shimada e “Lara Croft” para Stella. 

O promotor de Justiça Lincoln Gakiya, do Ministério Público de São Paulo, afirmou à imprensa que, até o momento, não vê indícios de relação direta dos sancionados com a facção criminosa. 

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