Departamento de Estado alerta que cidadãos e residentes dos EUA correm risco de punições por transações financeiras ou apoio às facções brasileiras tratadas como organizações terroristas
O governo dos Estados Unidos ampliou o tom de sua campanha contra as facções criminosas brasileiras. Fontes do Departamento de Estado confirmaram que até cidadãos americanos e residentes permanentes podem sofrer sanções caso mantenham relações financeiras ou prestem qualquer tipo de apoio ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).

A medida faz parte da nova estratégia antiterrorismo da administração Donald Trump, que classificou formalmente as duas facções como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs). A decisão amplia significativamente o alcance das punições além de estrangeiros.
Primeiras medidas concretas
Na última quarta-feira (1º), o Departamento do Tesouro anunciou as primeiras sanções: dois brasileiros, três empresas no Brasil e uma em Portugal foram alvo de bloqueio de bens e proibição de transações com cidadãos e instituições americanas. O principal acusado, Victor Henrique de Oliveira Shimada, é apontado como responsável pela movimentação de mais de US$ 30 milhões ligados ao tráfico internacional de drogas.
As sanções incluem congelamento de ativos sob jurisdição americana e proibição de negócios. Para estrangeiros, as consequências podem envolver restrições migratórias e deportação.
Essa ofensiva representa uma mudança de patamar no tratamento dado pelo governo americano às facções brasileiras, vistas agora como ameaça direta à segurança nacional, à política externa e à economia dos EUA. O Departamento de Estado classifica o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental.


















