Levantamento revela que o petista atacou o líder americano ao menos 35 vezes recente; postura ideológica enfraquece a posição brasileira em meio a barreiras tarifárias e bilaterais
O pragmatismo econômico e a tradicional liderança da diplomacia brasileira parecem ter sido substituídos por uma incansável retórica ideológica na gestão do petista Lula. Dados de bastidores acendem o alerta sobre os reais prejuízos que a postura do petista Lula da Silva pode trazer às relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos.
Segundo um levantamento detalhado feito pela CNN Brasil, o petista Lula disparou críticas diretas ou indiretas contra o presidente americano Donald Trump em ao menos 35 ocasiões diferentes nos últimos meses. O comportamento, apontado por analistas como comício fora de hora, ocorre justamente em um momento delicado, em que o setor produtivo nacional precisa de pontes — e não de muros — para barrar o avanço do protecionismo na Casa Branca.
Das 67 declarações públicas em que mencionou a liderança de Washington, a maioria (mais de 50%) teve teor estritamente negativo. Lula tem usado palanques internacionais, como as recentes cúpulas da ONU e do G7, para classificar ações americanas como pirataria ou maluquice, atacando desde diretrizes de navegação a políticas de segurança internacional no Oriente Médio.
O grande problema é que esse atrito provocado não atinge apenas a esfera discursiva. Enquanto o petista Lula prioriza falas de viés acadêmico e sindicalista contra o “neoliberalismo” global, as negociações diretas por isenções fiscais de produtos vitais para a nossa balança comercial, como o aço e o agronegócio, acabam congeladas na mesa de Washington. No último encontro do G7, inclusive, a ausência de uma reunião formal bilateral escancarou o distanciamento prático entre os dois líderes.
Ao contrário de estratégias passadas da diplomacia brasileira, que historicamente separavam preferências pessoais de interesses comerciais, a atual insistência em tensionar a corda expõe a indústria nacional a sérios riscos de retaliação aduaneira.
Com os Estados Unidos endurecendo regras globais de mercado, o Brasil perde a chance de se posicionar como um parceiro estratégico confiável ao optar por um alinhamento baseado puramente no antagonismo político.


















