Após forte reação inicial, governo Lula adota cautela e adia uso da Lei da Reciprocidade contra o novo tarifaço americano; Fazenda teme inflação e prejuízos na indústria nacional
O tom beligerante deu lugar ao cálculo político e econômico nos bastidores de Brasília nesta sexta-feira (17 de julho de 2026). Após classificar as novas taxas de importação anunciadas pelos Estados Unidos como um marco lastimável, o governo do petista Lula da Silva decidiu puxar o freio de mão. A aplicação imediata de medidas baseadas na Lei da Reciprocidade Econômica foi temporariamente adiada, abrindo espaço para uma avaliação minuciosa dos impactos reais na economia brasileira.

A mudança de postura reflete o temor de que uma resposta agressiva imediata acabe funcionando como um tiro no pé. Em conversas de bastidores, a equipe econômica liderada pelo Ministério da Fazenda alertou que aplicar barreiras tarifárias simétricas aos produtos americanos poderia desencadear um efeito cascata indesejado: o encarecimento de insumos importados e a consequente elevação dos preços ao consumidor final no Brasil.
O Palácio do Planalto enfrenta forte pressão do setor industrial. Entidades representativas do mercado, como a Abiplast, manifestaram séria preocupação de que o acirramento da disputa aduaneira agrave a situação de exportadores brasileiros. O receio é que o travamento das negociações com Washington resulte em demissões estruturais e perda de mercados consolidados.
Diante do risco inflacionário e da pressão do empresariado, a estratégia agora mudou de foco: o Planalto guardará tenta reabrir canais de negociação diplomática direta para costurar um acordo de isenção ou flexibilização das taxas.
Fonte: CNN BRASIL

















