Decisão do ministro do STF visa abastecer investigações internas do órgão de controle sobre a conduta de agentes públicos ligados aos atos de 8 de janeiro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou formalmente o compartilhamento de evidências coletadas em investigações de alta repercussão com a Controladoria-Geral da União (CGU). O objetivo da medida é acelerar os processos disciplinares internos instaurados pelo órgão para apurar supostos desvios funcionais de servidores e ex-agentes públicos do governo anterior.
A iniciativa foca nas condutas administrativas de figuras que supostamente teriam atuado ou colaborado nos atos de 8 de janeiro. Com o acesso franqueado às mídias e relatórios do STF, a CGU abriu uma investigação preliminar sumária para cruzar os dados civis e identificar possíveis quebras de decoro ou crimes de responsabilidade no funcionalismo público.
O envio das provas funciona como um combustível para processos que poderiam levar anos colhendo depoimentos isolados. Embora o despacho de Moraes não carimbe explicitamente a lista nominal de alvos políticos, o magistrado listou frentes de inquéritos consolidados, indicando que a CGU passará o pente fino sobre envolvidos em três eixos principais:
- O inquérito das milícias digitais;
- O caso da suposta apropriação e venda ilegal de joias sauditas;
- O vazamento de dados de relatórios sigilosos operados por setores da Polícia Federal.
Caso fiquem comprovadas as irregularidades funcionais decorrentes do uso do cargo público para fins ilícitos, os investigados estarão sujeitos a punições severas, que incluem a cassação de aposentadorias, destituição de cargos em comissão e a demissão a bem do serviço público — gerando, por consequência, a inelegibilidade administrativa dos envolvidos
Fonte: CNN BRASIL


















