Pesquisa de opinião mapeia a percepção dos eleitores da capital e sinaliza que forte índice de rejeição pode impactar a competitividade da ex-primeira-dama na disputa pelo Senado
A corrida pelas duas vagas do Distrito Federal no Senado Federal em 2026 ganha contornos complexos com a divulgação de novos dados de intenção e rejeição de voto. Embora mantenha presença marcante entre o eleitorado conservador e ostente índices expressivos na busca por votos espontâneos, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) enfrenta um teto eleitoral desafiador: a liderança nos índices de resistência da população da capital.

O levantamento conduzido pelo instituto Paraná Pesquisas revela que o percentual de eleitores do DF que afirmam não votar em Michelle de forma alguma é o mais expressivo entre os nomes testados para a Casa Alta.
O Fator Rejeição na Dinâmica de Voto Duplo
Nas eleições para o Senado em 2026, cada eleitor terá o direito de escolher dois candidatos. Essa mecânica torna o índice de rejeição um fator ainda mais determinante do que em disputas majoritárias de turno único ou para cargos executivos.
- Teto Eleitoral Restrito: Uma rejeição elevada limita a capacidade do candidato de atrair o eleitor de centro ou indeciso na composição do segundo voto.
- Impacto das Polêmicas Internas: Atritos recentes dentro do próprio campo da direita e ruídos políticos enfraqueceram a unanimidade da pré-candidata entre alas bolsonaristas mais radicais.
Cenários Testados e Tendências no DF
Nos cenários estimulados do levantamento, Michelle Bolsonaro aparece disputando palmo a palmo a preferência do eleitorado com a atual senadora Leila do Vôlei, registrando médias que variam entre 36% e 37,7% das intenções de voto. No entanto, ao analisar a rejeição generalizada, o levantamento expõe o desafio que a ex-primeira-dama terá para ultrapassar seu teto atual.
Analistas locais destacam que a estratégia do PL no Distrito Federal precisará recalibrar o tom de campanha, visando reduzir os pontos de resistência e reforçar alianças estratégicas com outros nomes fortes do centro e da direita local.
Fonte: Metrópoles


















