Enquanto a segurança pública desmorona e a economia sufoca o cidadão, o jornalismo tradicional prefere polemizar sobre recortes identitários de candidatos
Recentes transmissões da grande mídia escancaram um jornalismo totalmente desconectado da vida real, preferindo gastar horas de programação discutindo a cor e o gênero de postulantes a cargos eletivos em vez de cobrar soluções para os problemas estruturais que sangram o país.
O Brasil atravessa um momento dramático de sua história recente, marcado pelo avanço alarmante do narcotráfico, ameaças de terrorismo, escândalos de corrupção bilionária e uma economia asfixiada que corrói o poder de compra das famílias. No entanto, o contraste entre a realidade do povo e as prioridades dos grandes veículos de comunicação nunca esteve tão evidente.
Para o cidadão comum que pega transporte público lotado, sofre com a violência urbana ou tenta pagar contas com um salário esmagado pela inflação, assistir aos telejornais tornou-se um exercício de frustração.
Enquanto o país afunda em crises sistêmicas, as redações parecem habitar uma realidade paralela. Em vez de debater propostas concretas para estancar o déficit público ou combater o crime organizado, o foco recai sobre narrativas ideológicas e exigências estéticas de representatividade nos palanques.
Essa inversão de valores revela uma profunda miopia institucional, onde o espetáculo midiático substitui a apuração dos fatos que realmente importam para a sobrevivência da nação.
Fonte: CNN BRASIL

















