Nos corredores do Palácio do Planalto e do Congresso, governistas viram com preocupação a ordem do ministro do STF que impediu o senador de encontrar o pai detido, temendo repercussão política negativa
A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes de proibir o senador Flávio Bolsonaro (PL) de visitar seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, na prisão durante o Dia dos Pais, gerou forte incomodação nos bastidores políticos. Irritação essa que, surpreendentemente, também ecoou entre aliados do próprio petista Lula da Silva.

Segundo informações de bastidores reveladas pelo colunista Igor Gadelha, parlamentares e figuras influentes da base governista reprovaram a medida em conversas reservadas. O receio central no campo progressista é de que a restrição — imposta em uma data carregada de forte apelo emocional e familiar — acabe gerando vitimização política para o clã Bolsonaro e municie o discurso da oposição de perseguição judicial.
Para integrantes do governo, a proibição alimenta a narrativa de que o judiciário atua de forma excessivamente punitiva contra os adversários do atual sistema, criando um contraste indesejado justamente na semana em que pesquisas de intenção de voto apontam forte competitividade na disputa presidencial de 2026.
Fonte: Metrópoles
*Imagem da capa gerada por IA


















