Gigante de Wall Street altera recomendação de ativos nacionais para neutro, citando fim do ciclo de juros baixos e volatilidade política, o que gerou forte pressão sobre o dólar e o Ibovespa
O JPMorgan, um dos maiores bancos de investimento do mundo, decidiu rebaixar a recomendação dos ativos brasileiros de overweight (compra) para neutro, apontando um horizonte de maior volatilidade em meio a incertezas fiscais e ao calendário eleitoral que se aproxima.

A repercussão foi imediata nos principais indicadores do país. O dólar comercial disparou frente ao real, enquanto o Ibovespa despencou pressionado pela fuga de liquidez de grandes fundos estrangeiros.
Fatores de pressão: Juros, crédito e eleições
Em relatório enviado a clientes, os estrategistas da instituição financeira destacaram que o ciclo de afrouxamento monetário está próximo do fim, projetando uma “longa pausa” na taxa Selic após o ajuste esperado para setembro. Além disso, o documento ressalta a desaceleração do crescimento econômico interno e a deterioração gradual nas condições de crédito.
Outro ponto central destacado pelo banco americano é o impacto das eleições de outubro, fator que tende a elevar a aversão ao risco diante do desafio fiscal herdado pelo próximo governo. Diante desse cenário de instabilidade, o preço-alvo do Ibovespa para o encerramento de 2026 foi revisado para baixo, passando de 190 mil para 185 mil pontos, redobrando a atenção dos investidores para os próximos passos da economia nacional.
Fonte: Metrópoles
*Imagem da capa gerada por IA


















