Mensagens de WhatsApp entregues por colaborador a Policia Federal trazem menções a Swedenberger Barbosa, o BERGER, hoje secretário de Lula.
No começo de 2025, Swedenberger deixou o Ministério da Saúde e passou a trabalhar como uma espécie de secretário do presidente Lula (PT) no Palácio do Planalto. Atualmente, ocupa o cargo de “Chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna” do Gabinete Pessoal do Presidente.
A MENSAGENS
Parte das mensagens são conversas individuais do Careca do INSS com um interlocutor, e outras são de um grupo da Cannabis World, empresa de maconha medicinal do Careca.
Numa das conversas, o Careca encaminha ao interlocutor mensagem de uma terceira pessoa, segundo a qual Berger “já está com aquela orientação em mãos”. “Show”, responde o interlocutor. O diálogo é do dia 6 de novembro de 2024 — quando Berger ainda estava no Ministério da Saúde.

Em outra mensagem, no grupo da Cannabis World, o Careca informa sobre “reunião com Berger às 10:30”. A mensagem foi enviada no dia 19 de dezembro de 2024. A agenda oficial de Berger naquele mês não inclui nenhuma reunião com o Careca ou com outro representante da Cannabis World.

Conexões sob análise
De acordo com os elementos repassados à corporação, o lobista manteve proximidade com órgãos estratégicos da Esplanada dos Ministérios durante o período em que as pastas executavam agendas de interesse comercial do grupo investigado. Os investigadores buscam agora desenhar o alcance dessas relações, mapeando se houve facilitação de trânsito político ou tráfico de influência em favor de projetos encabeçados pela rede de contatos do lobista — incluindo iniciativas voltadas ao setor de cannabis medicinal.
A menção a Swedenberger Barbosa (Berger) nos diálogos apreendidos amplia a pressão política sobre a gestão federal, enquanto a defesa dos citados sustenta que os contatos faziam parte da rotina institucional e rechaçam qualquer irregularidade nos procedimentos administrativos sob suspeita.
Próximos passos do inquérito
O material apreendido segue sob perícia rigorosa da Polícia Federal, que cruza dados de bilhetagem telefônica, e-mails e depoimentos de colaboradores. O objetivo central é individualizar condutas e esclarecer se os diálogos resultaram em vantagens indevidas ou desvios de finalidade na administração pública federal.

O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, a Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes, entregou-se na quarta-feira (12) na sede da Superintendência da Polícia Federal.
Carlos Lopes estava foragido e com mandado de prisão expedido pelo ministro André Mendonça relator do caso no STF (Supremo tribunal Federal) desde novembro de 2025.
Fontes que acompanham o caso relatam que a prisão deve abrir caminho para uma negociação de delação premiada.
O presidente da Conafer e a entidade são centrais nas investigações das fraudes do INSS, que apura descontos indevidos bilionários em benefícios de aposentados e pensionistas. O presidente da entidade já havia sido indiciado pela PF no primeiro inquérito do caso junto com outras 47 pessoas.
Fonte: Metrópoles/cnn
*Imagem da capa gerada por IA


















