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Roberta Luchsinger nega repasses por influência e detalha relação com Lulinha e ex-chefe de gabinete

Em declarações inéditas, empresária justifica contato com ex-chefe de gabinete, nega irregularidades em projeto de canabidiol e pede derrubada de sigilo no STF

Em sua primeira manifestação direta sobre as investigações conduzidas pela Polícia Federal, a empresária Roberta Luchsinger negou ter realizado pagamentos para obter facilitação de negócios ou trânsito na administração pública. A empresária admitiu ter buscado o apoio de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola — ex-chefe de gabinete da Presidência —, classificando a iniciativa como uma “ingenuidade”, mas reiterou que as transferências financeiras entre ambos referiam-se apenas a auxílio pessoal entre amigos. 

Vínculos pessoais e o projeto de canabidiol

A respeito das suspeitas envolvendo a movimentação financeira para Marcola — apontada por ele como um empréstimo pessoal quitado de R$ 249 mil —, Roberta afirmou que agiu por solidariedade. Em paralelo, destacou que sua amizade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, antecede a eleição petista Lula da Silva e se intensificou a partir de 2018. 

A empresária rechaçou a tese de ter acionado a proximidade com o filho do petista para abrir portas no governo federal. Embora tenha recebido R$ 1,5 milhão de Antônio Carlos Camilo Antunes (o Careca) para prospectar projetos de canabidiol junto ao Ministério da Saúde, declarou desconhecer eventuais desvios de recursos do INSS atribuídos ao empresário. Roberta enfatizou ainda que nunca pediu intervenções de Lulinha junto ao Palácio do Planalto quanto às pautas regulatórias de saúde. 

Desdobramentos jurídicos e inquéritos no STF

Diante da repercussão das mensagens interceptadas — sobre as quais o presidente Lula se manifestou em entrevista recente à Globo —, a defesa assumida pelo advogado Roberto Podval requereu ao Supremo Tribunal Federal (STF) o encerramento do segredo de justiça, visando à publicidade integral dos diálogos. 

Roberta Luchsinger e Lulinha são alvo de três inquéritos no STF que apuram indícios de tráfico de influência, corrupção, lavagem de capitais e organização criminosa. As investigações detalham tratativas envolvendo a área de saúde, supostas tentativas de negócios junto à Dataprev por meio da empresa 3Structure e inserções em outros órgãos federais. A condução dos processos na Corte está distribuída entre os ministros André Mendonça (relator de dois inquéritos) e Flávio Dino (relator do terceiro procedimento)

Fonte: G1

*Imagem da capa gerada por IA

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