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 Oitiva reservada: Vorcaro prestou depoimento diretamente ao gabinete de Mendonça sem a participação da PF

Em procedimento atípico realizado fora do tribunal, representantes do gabinete do ministro do STF colheram esclarecimentos do banqueiro detido no Distrito Federal

Novos detalhes sobre a condução das investigações envolvendo o sistema financeiro e a cúpula do Supremo Tribunal Federal (STF) vieram à luz nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026. O banqueiro Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e atualmente custodiado, prestou depoimento diretamente a assessores vinculados ao gabinete do ministro André Mendonça. A oitiva, contudo, não ocorreu nas dependências habituais da Corte ou em uma sede policial, mas sim na chamada “Papudinha” — dependência de segurança localizada no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal.

O procedimento atípico movimentou os bastidores jurídicos de Brasília, levantando questionamentos processuais sobre a metodologia de coleta de depoimentos de alvos de inquéritos de grande repercussão sem a participação direta de agentes e delegados da Polícia Federal.

Os Bastidores da Diligência na Custódia

De acordo com as informações apuradas sobre o ato, a movimentação da equipe de assessores do gabinete de André Mendonça até o estabelecimento prisional ocorreu de forma reservada.

  • Ausência da Polícia Federal: Assim como já havia ocorrido em outras etapas recentes de oitivas atribuídas ao empresário, a diligência na Papudinha transcorreu sem a supervisão ou presença formal dos investigadores federais encarregados do inquérito original.
  • Registro Interno: As perguntas formuladas e as respostas dadas por Vorcaro foram documentadas exclusivamente pelos servidores do tribunal que acompanharam o relator na comitiva enviada ao presídio.

Impacto Processual e Repercussão no STF

A realização de um depoimento nas dependências prisionais por servidores diretamente subordinados ao gabinete do relator adiciona mais um elemento de complexidade aos impasses que cercam o caso. O episódio ocorre em meio a debates intensos no tribunal sobre a validade de relatórios, pedidos de anulação protocolados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e a expectativa em torno das medidas regimentais que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, prometeu anunciar nos próximos dias para pacificar a tramitação do inquérito.

Fonte: O Globo / Metrópoles

*Imagem da capa gerada por IA

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