Diante da gravidade da crise na cúpula do Judiciário, o petista Lula articula com o comando do STF para tetar blindar sua campanha à reeleição e adota nova postura pública
O Palácio do Planalto adotou uma guinada estratégica drástica nesta quarta-feira, 2 de setembro de 2026, para tentar conter os danos políticos provocados pelo avanço da crise institucional no Supremo Tribunal Federal (STF). Em meio a revelações explosivas de inquéritos e pressões cruzadas nos Três Poderes, o petista Lula da Silva manteve conversas diretas com o presidente da Corte, ministro Edson Fachin. No centro das tratativas, o petista buscou marcar distância em relação ao ministro Alexandre de Moraes e definiu a diretriz discursiva oficial de que “ninguém está acima da lei”.

A movimentação nos bastidores reflete o temor da cúpula governista de que os escândalos envolvendo dados telemáticos, contratos milionários e o sistema financeiro acabem contaminando o projeto de reeleição do atual governo.
O Alinhamento com Fachin e a Distância Estratégica
Apesar de ter mantido laços de proximidade com Alexandre de Moraes ao longo dos últimos anos, o Planalto avaliou que a intensidade do desgaste atual exige uma retaguarda institucional baseada na estrita observância legal para evitar o transbordamento da crise sobre o Executivo.
Na conversa mantida com Edson Fachin, o chefe do Executivo buscou inteirar-se dos próximos passos regimentais da Corte e ponderar a importância de uma resposta institucional firme para estancar a instabilidade.
A ordem emanada aos aliados e ministros de Estado passou a ser a defesa enfática do princípio de que nenhuma autoridade da República está imune ao escrutínio público ou acima das normas constitucionais. Com o acirramento da corrida presidencial e o crescimento de concorrentes nas pesquisas de intenção de voto, a prioridade da articulação governista tornou-se blindar a campanha petista contra os reflexos colaterais do inquérito.
A decisão de isolar o Palácio do Planalto das turbulências do Supremo ocorre no momento em que outras frentes de atrito movimentam Brasília — a exemplo das pressões do decano Gilmar Mendes em defesa da cúpula da Polícia Federal e das articulações da oposição para inflar atos públicos no próximo 7 de Setembro.
Fonte: Folha de São Paulo
*Imagem da capa gerada por IA

















