Presidente da Suprema Corte afirma que nenhuma autoridade está acima da Constituição, aponta a necessidade urgente de um código de ética e sinaliza modernização do Judiciário
O cenário político e jurídico brasileiro sofreu uma reviravolta sem precedentes nesta sexta-feira (4 de setembro de 2026). O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, manifestou-se publicamente a favor da extinção do emblemático inquérito das fake news, até então conduzido sob a relatoria do ministro Alexandre de Moraes. A declaração marca um divisor de águas na gestão da Corte e responde diretamente ao agravamento da crise institucional e aos intensos embates envolvendo relatórios da Polícia Federal.
Durante um pronunciamento firme sobre os rumos do tribunal, Fachin pontuou que o momento exige lucidez, firmeza institucional e respeito estrito à ordem democrática. O magistrado destacou que a estabilidade do país depende do equilíbrio entre os Poderes e da submissão inegociável de qualquer agente público às normas constitucionais.
“Nenhuma autoridade está acima da Constituição. Nenhum poder está acima da lei. Não haverá precipitação, mas tampouco omissão. Os acontecimentos demonstram a urgência de três metas: código de ética, fim do inquérito das fake news e modernização da Justiça”, declarou o presidente do STF.
A tomada de posição do chefe da Suprema Corte ocorre em meio a uma sequência de pressões vindas do Congresso Nacional, de pedidos de afastamento de autoridades e de questionamentos sobre os métodos de apuração e compartilhamento de dados no âmbito dos tribunais superiores. Ao elencar as três prioridades — que incluem a criação de um código de ética específico para a magistratura suprema, o encerramento definitivo do inquérito focado em notícias falsas e a modernização ampla dos processos de justiça —, Fachin busca estancar o desgaste e devolver previsibilidade institucional ao Poder Judiciário.
*Imagem da capa gerada por IA


















