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Made in China: A estrela robótica do Exército no 7 de Setembro que vai pintar meio-fio e caçar dengue

A mais nova sensação mecanizada das Forças Armadas tem passaporte carimbado na Ásia e retorna imediatamente à rotina de faxina nos quartéis após o desfile no 7 de Setembro

Os quinze minutos de fama sob os holofotes da parada cívica da Independência duraram pouco para a mais nova atração tecnológica do Exército Brasileiro. A grande reviravolta na narrativa de soberania tecnológica, no entanto, veio acompanhada de uma revelação logística. Longe de ser fruto da engenharia nacional, o robô apresentado com pompa e circunstância pelas Forças Armadas é, na verdade, fabricado na China. A origem estrangeira do autômato gerou forte repercussão nos bastidores, contrastando com o discurso de inovação industrial apresentado durante o evento patriótico.

E a internet não perdoou e os memes da vergonha alheia surgiram, confira:

“O robô do Lula treinando para roubar os velhinhos que o Lulinha rouba”, disparou um internauta

Com passaporte asiático carimbado, o robô chinês não terá trégua e precisará vestir a camisa do serviço pesado brasileiro. Entre as missões diárias em sua nova jornada nos quartéis, destacam-se tarefas fundamentais e pouco glamourosas como procurar criadouros do mosquito Aedes aegypti em calhas e cantos escondidos, pintar quilômetros de meio-fios com tinta cal e capinar terrenos baldios sob o sol escaldante.

A transição rápida entre o glamour tecnológico do desfile de 7 de Setembro e a rotina raiz de manutenção militar sela o destino do equipamento importado, provando que, independentemente da origem do hardware, a burocracia e a faxina diária continuam sendo universais.

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