Após fim do prazo de detenção temporária, novos mandados atingem influenciadores e outros 36 suspeitos em esquema bilionário
O desfecho da Operação da Polícia Federal contra um esquema de lavagem de dinheiro de R$ 1,6 bilhão ganhou contornos definitivos nesta quinta-feira (23). A Justiça acatou o pedido da autoridade policial e converteu as detenções em prisão preventiva para os funkeiros MC Ryan SP, MC Poze do Rodo e o criador da página Choquei, além de outros 36 acusados.

Os alvos da operação já estavam sob custódia desde o último dia 15, quando foram detidos temporariamente. Com o vencimento desse prazo e a apresentação de novos indícios pela Polícia Federal, o Judiciário entendeu que a liberdade dos envolvidos poderia comprometer a ordem pública e a instrução criminal.
A decisão barra a tentativa das defesas de liberarem os artistas através de liminares que circulavam nas instâncias superiores horas antes. Agora, sem um prazo pré-definido para a soltura, os investigados devem permanecer no sistema prisional enquanto o inquérito avança para a fase de denúncia formal.
A investigação apura uma complexa estrutura financeira que utilizava a influência digital e o mercado do entretenimento para branquear capitais. A magnitude dos valores — mais de um bilhão de reais — coloca esta como uma das maiores operações contra crimes financeiros envolvendo figuras públicas no Brasil.
Com a decretação da preventiva, os advogados dos MCs e do empresário da Choquei devem recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao STF, alegando ausência de requisitos para a manutenção da prisão. Enquanto isso, o bloqueio de bens e contas bancárias dos envolvidos continua em vigor.
Fonte: O Globo


















