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Comitiva dos Estados Unidos ignora discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU e evita qualquer aplauso

Representantes do governo norte-americano, incluindo o secretário do Tesouro e o representante de Comércio, mantiveram postura neutra e ausência de palmas do início ao fim da fala do petista Lula em Nova York

A participação do petista Lula da Silva na abertura dos debates da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, foi marcada por um gesto diplomático interpretado como um recado direto e silencioso por parte dos Estados Unidos. Durante todo o discurso do mandatário brasileiro na tribuna, a delegação oficial norte-americana presente no plenário adotou uma postura de total rigidez, abstendo-se de aplaudir tanto no início quanto no encerramento da exposição.

Composição da plateia e ausência de Trump

Nas poltronas reservadas à comitiva dos Estados Unidos no salão principal da ONU, destacavam-se nomes de peso do alto escalão do governo norte-americano. Estavam presentes no recinto o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e o representante de Comércio do país, Jamieson Greer, acompanhados por outros diplomatas de carreira.

Apesar da relevância da representação diplomática e econômica enviada ao evento, o presidente norte-americano, Donald Trump, não compareceu fisicamente ao plenário para acompanhar o pronunciamento do chefe do Executivo brasileiro. 

O sinal diplomático

A falta de reação por parte dos oficiais dos Estados Unidos chamou a atenção de observadores internacionais e analistas de política externa presentes na Assembleia. Sem manifestar qualquer sinal de cortesia protocolar tradicional — como palmas na introdução ou na conclusão da fala —, a comitiva deu o que analistas qualificaram como um recado visual bastante visível e calculado nos bastidores da diplomacia internacional, refletindo as tensões e o momento das relações bilaterais entre as duas potências.

Fonte: Metrópoles

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