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Javier Milei comenta possível adesão do Brasil ao Escudo das Américas sob eventual gestão de Flávio Bolsonaro

Presidente argentino ressalta que decisão caberia exclusivamente aos brasileiros, mas defende uma guinada política para afastar o país de um rumo considerado “socialista decadente”

As movimentações geopolíticas na América do Sul ganharam novos contornos após declarações do presidente da Argentina, Javier Milei. Durante sabatina e questionamentos sobre o cenário político internacional, o mandatário argentino foi diretamente interpelado acerca de suas expectativas sobre o Brasil: se o país poderia vir a integrar o chamado “Escudo das Américas” no hipotético cenário de vitória de Flávio Bolsonaro nas próximas eleições presidenciais.

Mantendo a cautela diplomática quanto aos trâmites internos de nações vizinhas, Milei pontuou que uma decisão dessa magnitude pertenceria exclusivamente à soberania do povo brasileiro e de suas instâncias de poder.

A crítica ao modelo atual e a expectativa de mudança

Apesar de ponderar sobre a autonomia soberana do Brasil na condução de suas alianças exteriores, o líder argentino não economizou palavras ao avaliar a conjuntura política e econômica atual do país sob a gestão do petista Lula da Silva.

Sem meias palavras, Javier Milei afirmou publicamente que nutre expectativas por uma transformação profunda nos rumos do Brasil. Para o presidente argentino, a administração federal vigente mantém o país inserido em um curso que ele classificou abertamente como um “socialista decadente”, sinalizando alinhamento ideológico com correntes conservadoras da região que defendem uma reconfiguração drástica na integração e nas diretrizes diplomáticas sul-americanas.

Fonte: Metrópoles

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