O governador Tarcísio de Freitas classificou a renúncia do ex-ministro como um “gesto de grandeza em nome de um projeto maior” para fortalecer a direita paulista nas urnas de outubro de 2026
O tabuleiro político de São Paulo sofreu uma reviravolta estratégica de peso nesta segunda-feira (28). A poucos dias da votação do primeiro turno das eleições de 2026, o ex-ministro e deputado federal Ricardo Salles anunciou oficialmente a desistência de sua candidatura ao Senado Federal pelo estado.

O movimento de bastidor foi imediatamente abraçado e celebrado pelas principais lideranças do campo conservador paulista, com destaque para o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que enalteceu publicamente a decisão do aliado.
O Pronunciamento de Tarcísio de Freitas
Através de suas redes sociais, o chefe do Executivo estadual fez questão de agradecer nominalmente a postura de Salles, enfatizando que a abertura mão da candidatura atende a uma estratégia de unificação de forças políticas no maior colégio eleitoral do país:
“Ricardo Salles decidiu retirar sua candidatura ao Senado e declarou apoio a Derrite e André do Prado. Obrigado, Ricardo, por esse gesto e pela defesa da união do nosso campo político nesta reta final. Seguimos ainda mais fortes, rumo à vitória!”, declarou o governador.
Tarcísio classificou a decisão como um “gesto de grandeza em nome de um projeto maior”, ressaltando que a coesão entre os nomes da direita e do centro-direita é o fator determinante para consolidar o avanço do grupo político nas disputas legislativas e executivas deste pleito.
Redesenho das Alianças em São Paulo
Com a saída de Ricardo Salles da disputa direta por uma das vagas ao Senado, os apoios e a base de cabos eleitorais do ex-ministro passam a ser direcionados para fortalecer os nomes indicados pelo bloco governista estadual. A realocação de forças busca concentrar votos e evitar a fragmentação do eleitorado conservador em São Paulo, otimizando o desempenho das candidaturas apoiadas pelo grupo de Tarcísio de Freitas na reta decisiva que antecede a ida dos eleitores às urnas em outubro de 2026.
Fonte: Estadão

















