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Deltan Dallagnol assume auditoria de documentos de Lula e relata que petista descumpriu sua promessa

Na reta final do segundo turno, a campanha de Flávio Bolsonaro designa o ex-procurador para examinar minuciosamente os registros do adversário

A disputa presidencial de 2026 atingiu um novo patamar de tensão nesta quinta-feira (22), data que marca os momentos decisivos que antecedem o segundo turno. No centro das atenções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a polêmica em torno da abertura de sigilos fiscais, bancários e telefônicos ganhou desdobramentos práticos com a escalação de uma figura central para o escrutínio técnico dos dados.

Pelo acordo entre as campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, ambos têm até meia-noite para apresentar todos os documentos requisitados. As duas assinaram o documento autorizando a quebra do sigilo de todos até hoje à noite, confira:

Deltan Dallagnol à Frente da Auditoria no TSE

A campanha de Flávio Bolsonaro definiu que o ex-procurador da Operação Lava Jato e senador eleito pelo Paraná, Deltan Dallagnol, será o responsável direto por analisar os documentos que a equipe do petista Lula da Silva prometeu entregar à Justiça Eleitoral.

Dallagnol compareceu pessoalmente à sede do TSE para acompanhar o recebimento do material, integrando a comitiva ao lado da advogada Maria Cláudia Bucchianeri — que comanda o núcleo jurídico da campanha de Flávio — e do assessor de imprensa Fábio Portela.

De acordo com as diretrizes estabelecidas pela equipe do candidato do PL, o ex-procurador tem a missão de examinar detalhadamente extratos, relatórios, movimentações financeiras e registros telefônicos. O objetivo central é rastrear eventuais inconsistências ou divergências nos dados apresentados pela gestão petista. A posição oficial da campanha reforça que nenhuma promessa de transparência será tratada como prova definitiva sem uma checagem técnica e rigorosa dos fatos.

Acusações de Promessas Não Cumpridas e Tumulto Interno

Durante a diligência na Corte Eleitoral, o clima de acirramento político transbordou para os corredores do tribunal. Dallagnol veio a público manifestar insatisfação com a postura da campanha adversária, afirmando que o petista Lula teria mais uma vez descumprido promessas assumidas publicamente em relação à entrega integral dos dados requisitados.

Além do impasse técnico e jurídico, o registro das atividades na sede do TSE foi marcado por atritos. A campanha de Flávio apontou episódios de forte reação por parte de aliados do deputado Guilherme Boulos, cujos assessores teriam buscado tumultuar e interromper as gravações e transmissões realizadas pelas equipes da oposição no local.

Chamado ao Eleitorado na Reta Final

Com o pleito do segundo turno marcado para o próximo domingo (25), o episódio em torno da checagem de sigilos foi incorporado à estratégia de comunicação da campanha de Flávio Bolsonaro. Utilizando o tom de confronto político e exigência de rigor ético, a mensagem direciona-se aos eleitores indecisos, posicionando a fiscalização documental como um divisor de águas na escolha para o comando do país.

Fonte: Metrópoles

*Imagem da capa editada por IA

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